.
.

OS MEUS LIVROS

LUÍS MAGALHÃES - CÀV 4 - CARTAS EM NOME DO AMOR EDIÇAO EXTRA 621 páginas Contraditório Judaico ao B´rit Hadashah D-US NÃO QUER SACRIFÍCIOS HUMANOS

sexta-feira, março 20, 2015

OS MILAGRES DE YESHUA (JESUS) E O SINAL DO TERCEIRO DIA QUE APONTA PARA ELIJAH

EM OBRAS


¿POR QUÉ SAN JUAN NO CUENTA LOS EXORCISMOS DE JESÚS?

Por el P. Ariel Álvarez Valdés*

[COM AMPLIAÇÕES DESTE BLOGGER CAV BY X PARA ILUMINAR AINDA MAIS A PERTINÊNCIA DESTE ARTIGO DO ESCOLIASTA ARGENTINO]


Milagros impresionantes


De todos los milagros que hacia Jesús, los más llamativos fueron los exorcismos, es decir, la curación de personas que parecían tener un espíritu extraño en su interior.

Los Evangelios han conservado seis de esos relatos: el del endemoniado de Cafarnaúm (Mc 1,23-28), del poseído de Gerasa (Mc 5,1-20), de la hijita de una mujer sirofenicia (Mc 7,24-30), de un joven epiléptico “con un espíritu mudo” (Mc 9,14-27), del endemoniado mudo (Mt 9,32-34) y del endemoniado ciego y mudo (Mt 12,22).

Además de éstos, hay en los Evangelios otras narraciones genéricas que muestran a Jesús curando endemoniados. Por ejemplo: “Al atardecer, cuando se puso el sol, le trajeron todos los enfermos y endemoniados... y Jesús sanó a muchos enfermos y expulsó muchos demonios” (Mc 1,32-34); “Y recorría toda Galilea predicando en sus sinagogas y expulsando los demonios” (Mc 1,39); “Los que estaban enfermos se le echaban encima para tocarlo, y los espíritus inmundos, al verlo, caían a sus pies” (Mc 3,10-12).


También las parábolas de Jesús hablan sobre los exorcismos. Así, en cierta ocasión dijo a los escribas y fariseos: “Cuando el espíritu inmundo sale del hombre, anda vagando por lugares secos buscando reposo; como no lo halla, dice: «volveré a mi casa de donde salí»; y al llegar la encuentra desocupada, barrida y adornada; entonces va y toma consigo otros siete espíritus peores que él, entran y se instalan allí; y el final de aquel hombre llega a ser peor que el principio. Así también sucederá a esta generación malvada” (Mt 12,43-45).


Una respuesta al zorro


Vemos, pues, que los Evangelios guardan un claro recuerdo de los exorcismos de Jesús de tres maneras distintas: en los relatos, en los sumarios y en las parábolas. Incluso hasta sus dichos recuerdan los exorcismos, como cuando declaró: “Nadie puede entrar en la casa del fuerte (es decir, el demonio) y saquear sus bienes, si no lo ata primero (como hacía Jesús en sus exorcismos); entonces podrá saquear sus bienes” (Mc 3,27).

Pero la fama de Jesús como exorcista no aparece sólo en los Evangelios. También el libro de los Hechos de los Apóstoles la recuerda. Por ejemplo cuando Pedro, en la catequesis que le dio al centurión Cornelio y a su familia, les cuenta que Jesús “pasó haciendo el bien y curando a los oprimidos por el Diablo” (Hch 10,38), como si este solo dato resumiera toda su actividad.

Un indicio de su importancia lo encontramos en el hecho de que Herodes Antipas, gobernador de Galilea, trataba de matar a Jesús precisamente por los exorcismos que hacía. Por eso cuando se lo contaron a Jesús, éste dijo: “Vayan y díganle a ese zorro: «Yo expulso demonios y realizo curaciones hoy y mañana; y al tercer día[1] voy a terminar mi tarea»” (Lc 13,31-33).
[1]
Destaque ao Sinal do "Terceiro Dia"
"As our sages said, it will be laid to rest until Elijah comes and the Tishbite would answer questions and problems. Therefore they said that three days (which is a famous hint) before the coming of the Messiah, Elijah shall walk upon the summit of the mountains and blow a great horn etc. and you shall understand that the horn is nothing but the divulgation of the wisdom of the hidden in the masses, which is a necessary precondition that must be before the complete redemption."
http://www.kabbalah.info/eng/content/view/frame/4335?/eng/content/view/full/4335&main
"And there is yet another reason for it: we have proof that redemption must be made early, for all the nations of the world will thank the Torah of Israel, as it is written, “And the earth shall be full of the knowledge” such as in the exodus from Egypt, that there was a prior must that Pharaoh too would thank the Lord of truth and his commandments, and will permit them to leave. Hence it is written that each and every one of the nations would hold a Jewish man and lead him to the holy land. And it is not enough that they will be able to exit themselves, but you must understand whence the nations of the world would come by such a mind and wish. Know that it is the circulation of the true wisdom, for they would vividly see a true God and a true law.
And the circulation of the wisdom in the masses is called a horn, much like the horn whose voice travels a great distance, so the wisdom will spread in the entire world.
And even the nations will listen and admit that there is divine wisdom amongst Israel. And that role was said about Elijah the prophet, that the disclosure of the secrets of Torah, is always referred to by the name: The disclosure of Elijah.
As our sages said, it will be laid to rest until Elijah comes and the Tishbite would answer questions and problems. Therefore they said that three days (which is a famous hint) before the coming of the Messiah, Elijah shall walk upon the summit of the mountains and blow a great horn etc. and you shall understand that the horn is nothing but the divulgation of the wisdom of the hidden in the masses, which is a necessary precondition that must be before the complete redemption.
And to that will testify the books that have already been written in this wisdom, that matters that stand at the top of the world, were spread about for all to see like a gown, which is a true testimony, that we are at the dawn of redemption, and the great horn has already blown, if not in the distance, for it is still in feeble sound, for that is the way of the horn, that its voice increases."

EXTRA 
LINK 1:


http://www.abcdacatequese.com/index.php/evangelizacao/catequese/2273-jesus-cristo-ressuscitou-ao-terceiro-dia

Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia?

Escrito por Ariel Álvarez Valdés. Publicado em Catequese
Todos os domingos, na Missa, os católicos professam o Credo. Nele afirmamos que Jesus Cristo «foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos infernos»; e a seguir acrescentamos que «ao terceiro dia ressuscitou dos mortos». Mas, terá Jesus ressuscitado realmente ao terceiro dia?

O facto impercetível

A primeira coisa que chama a atenção é alguém poder saber o dia em que Jesus ressuscitou, quando ninguém presenciou esse acontecimento. Os Evangelhos só narram que, no domingo de Páscoa, umas mulheres foram ao sepulcro e descobriram que estava vazio. Em segundo lugar, e para complicar mais as coisas, os Evangelhos utilizam diferentes expressões para falar do dia da ressurreição. Às vezes dizem que sucedeu “ao terceiro dia” da sua morte. Por exemplo S. Lucas, ao narrar a aparição de Jesus aos seus discípulos reunidos no domingo de Páscoa, diz: “Assim está escrito que o Messias havia de morrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia” (Lc 24,46).
Se considerarmos que Jesus morreu numa sexta-feira às três da tarde, e contarmos esse dia como o primeiro, então o segundo seria o sábado e o terceiro, o domingo. Portanto, Jesus teria ressuscitado no domingo de Páscoa. Assim o costumam reconhecer historicamente, e o celebramos na liturgia.

Os dilemas do terceiro

Mas outras vezes os Evangelhos, em vez de dizerem que Jesus ressuscitou “ao terceiro dia”, dizem “em três dias”. Por exemplo,  quando depois de Ele purificar o Templo de Jerusalém, os judeus pedem uma explicação a Jesus, este responde-lhes: “Destruam este templo, e em três dias Eu o reedificarei” (Jo 2,19). O evangelista comenta que, com essas palavras, Jesus se referia à sua própria ressurreição dentre os mortos (Jo 2,21-22). Ou seja, de acordo com esta outra fórmula («em três dias»), trata-se de um período de 72 horas: se Jesus morreu na sexta-feira, a sua ressurreição teria ocorrido na segunda-feira.
Finalmente, alguns textos do Evangelho dão uma terceira versão e falam de que a ressurreição teve lugar “depois de três dias”. Por exemplo, quando Jesus anunciou aos seus discípulos a trágica morte que o aguardava em Jerusalém, «começou a ensinar-lhe que o Filho do homem tinha de sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, e ser morto e ressuscitar depois de três dias» (Mc 8,31). Segundo esta versão, se Jesus ressuscitou “depois” de três dias, ou seja, ao quarto dia, o facto ter-se-ia verificado na terça-feira. Que dia, pois, é o que os Evangelhos indicam como o da ressurreição de Jesus: o domingo, a segunda ou a terça depois da sua morte?

De noite no cemitério

Mas, seja qual for a fórmula que adotarmos como a correta («ao terceiro dia», «em três dias», ou «depois de três dias», nenhuma coincide com os relatos dos Evangelhos.
De facto, Mateus narra que duas mulheres discípulas de Jesus, Maria Madalena e outra Maria, foram visitar o túmulo do Mestre «terminado o sábado, ao romper do primeiro dia da semana», isto é, ao começar o domingo (Mt 28,1). Ora bem, para os judeus, o domingo começava  com o pôr do sol de sábado, isto é, no sábado às 6 ou 7 da tarde. Portanto, foi ao anoitecer do sábado que aquelas mulheres se dirigiram ao cemitério, descobriram que o túmulo já estava vazio e se informaram de que havia ressuscitado.
Por sua vez, no Evangelho de Lucas lemos que Jesus crucificado diz ao ladrão arrependido: «Hoje estarás comigo no paraíso» (Lc 23,43). E «hoje» refere-se ao dia da sua morte, isto é, à sexta.

Deus atua com data fixa

Para responder a estas questões, temos que partir do facto de que ninguém soube exatamente quando nem a que hora Jesus ressuscitou porque, como dissemos, não houve testemunhas daquele acontecimento. Porém, os primeiros cristãos desde muito cedo começaram a dizer que ocorreu “ao terceiro dia” da sua morte. Já S. Paulo, na sua 1ª Carta aos Coríntios, fazendo um resumo dos ensinamentos que transmitiu aos seus ouvintes, comenta: «Lembro-vos, irmãos, o evangelho que vos preguei, que vós recebestes, no qual permaneceis firmes e pelo qual sereis salvos, se o guardardes tal como eu vo-lo anunciei; de outro modo teríeis acreditado em vão. Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras» (1 Cor 15,1-4).
Paulo, pois, na sua época (por volta do ano 50, muito antes de se escreverem os Evangelhos) já conhecia o dado que Jesus ressuscitara «ao terceiro dia». Ele, por seu lado, tinha-o recebido de outros pregadores anteriores, o qual demonstra quão arcaica era esta informação.
Mas, como tinha surgido, entre os cristãos, a tradição do “terceiro dia”, se ninguém tinha visto? A chave da solução do problema está nas palavras de Paulo, no fim do parágrafo, quando acrescenta que isso aconteceu «segundo as Escrituras». De facto, um conceito muito espalhado pelas Escrituras era que, quando Deus quer ajudar ou salvar alguém de algum perigo, fá-lo sempre «ao terceiro dia».

Um prazo para a dor

A ideia vem de uma famosa profecia pronunciada por Oseias, um dos mais antigos profetas de Israel.
No seu livro, referindo-se ao povo judeu, Oseias exortava-os:
«Vinde, voltemos para o Senhor
Ele feriu-nos, Ele nos curará;
Ele fez a ferida, Ele fará o penso.
Dar-nos-á de novo a vida em dois dias,
ao terceiro dia nos levantará,
e viveremos na sua presença
» (Os 6,1-2).
Esta profecia expressava a confiança que os israelitas tinham na bondade de Deus, o Qual às vezes parece castigar-nos um ou dois dias, mas «ao terceiro dia», isto é, pouco depois, passa-lhe o luto e auxilia-nos. A expressão “ao terceiro dia” só significava, pois, “dentro de pouco”, prazo que Deus se dá para ajudar os seus fiéis.
Os judeus, baseando-se nesta profecia, tiraram a conclusão de que Deus não permite que uma pessoa sofra mais de dois dias, porque ao terceiro sempre acode a livrá-la da sua aflição. Deste modo, o “terceiro dia” começou a ser interpretado como a data indicada para a intervenção divina na história, para ajudar os justos. Assim, os relatos do Antigo Testamento começaram a incorporar esse prazo nas suas histórias, para mostrar que Deus cumpria com as palavras de Oseias.

De vestes lavadas

Por exemplo, quando Abraão levou o seu filho Isaac ao monte Moirá para o matar e oferecer em sacrifício a Deus, Este apresentou-se ao terceiro dia e salvou a vida do rapaz (Gn 22,1-4).
Do mesmo modo, quando os dez filhos de Jacob viajaram para o Egito a comprar comida, o livro do Génesis diz que foram presos e acusados de ser espias, de modo que as suas vidas correram perigo. Mas ao terceiro dia, graças à intervenção de Deus, foram libertados, sendo-lhes permitido regressar ao seu país (Gn 42,18).
Igualmente quando os israelitas saíram do Egito e iniciaram a sua travessia pelo deserto, a marcha tornou-se-lhes penosa porque não encontravam água. E quando o povo já estava pronto de sucumbir pela sede, Deus interveio ao terceiro dia e fez aparecer água potável, livrando-o da morte (Ex 15,22-25).
Até o maior acontecimento de proteção divina, que foi a Aliança realizada entre Deus e o povo de Israel, teve lugar ao terceiro dia. O texto bíblico diz que, quando os hebreus chegaram ao monte Sinai, Deus falou a Moisés e disse-lhe: «Vai ter com o povo, e fá-lo santificar hoje e amanhã; que eles lavem as suas roupas. Que estejam prontos para o terceiro dia, porque no terceiro dia o Senhor descerá aos olhos de todo o povo sobre a montanha do Sinai» (Ex 19,10-11).

No ventre da terra

Temos outros casos nos quais Deus atua ao terceiro dia para preservar a vida do seu povo, como o dos espiões enviados pelo general Josué para explorar a Terra Prometida. Ao chegarem lá, o rei de Jericó soube e persegui-os para os matar, mas salvaram-se ao terceiro dia (Js 2,16).
Também David foi liberto por Deus ao terceiro dia, das mãos dos seus inimigos, que tinham invadido o acampamento dos hebreus e sequestrado as suas  mulheres e crianças (1 Sm 30,1-20).
Ezequias, um dos reis de Jerusalém, viveu uma experiência mais extraordinária ainda. Encontrando-se gravemente enfermo, e tendo organizado já os pormenores do seu próprio funeral, Deus falou-lhe por meio do Isaías. Anunciou-lhe que ao terceiro dia havia de levantar-se da cama, completamente curado (2 Rs 20,1-11).
O livro de Ester relata a história desta rainha, e como lhe tinha sido proibido apresentar-se, sem autorização, diante do rei; caso contrário, seria castigada com a morte. Ester, contudo, apresentou-se diante do monarca.
Mas fê-lo ao terceiro dia. E Deus salvou-a não só a ela, mas a todo o povo judeu que estava prestes a ser exterminado (Est 4,16;5,1).
O episódio mais significativo de uma salvação divina “ao terceiro dia”, talvez se encontre na vida do profetas Jonas. Segundo a Bíblia, este tinha recebido o mandato divino de pregar na cidade de Nínive. Mas desobedeceu à ordem, e fugiu num barco rumo a Espanha. Durante o trajeto, um peixe enorme devorou-o, «e jonas esteve no ventre do peixe durante três dias e três noites» (Jn 2,1). Ali, nas entranhas do cetáceo, Jonas arrependido orou pedindo perdão. Então, Deus fez com que o pez o vomitasse na margem e o devolvesse são e salvo.

Pieter Lastman (1583-1633), Jonas e a Baleia (1621).
Pieter Lastman (1583-1633), Jonas e a Baleia (1621).

Vemos, pois, como, no Antigo Testamento, Deus realiza as suas grandes façanhas “ao terceiro dia”. É um modo de ensinar que, embora às vezes o justo sofra, sempre se trata de um tempo limitado, porque no seu devido tempo Deus acudirá para salvá-lo.

O profeta atualizado

No séc. II a.C. entrou no povo de Israel uma ideia nova: a da ressurreição dos mortos. Até esse momento pensava-se que, quando alguém morria, nunca mais voltava à vida, porque a morte era o estado definitivo do ser humano. Mas, por volta do ano 200 a.C., apareceu na Palestina a crença de que Deus um dia is devolver a vida aos defuntos. Então, fez-se uma reinterpretação da profecia de Oseias.
Este profeta dissera que, se alguém tivesse um problema, Deus ia auxilia-lo ao terceiro dia. Ora, que problema podia ser maior, para um homem, que o da sua própria morte?
Por isso, pensou-se que a famosa promessa de Oseias devia referir-se à ressurreição dos mortos. Esta crença ficou refletida na tradução que posteriormente se fez do livro de Oseias para o aramaico, chamada Targum. Ali, em vez de escrever «depois de dois dias nos dará a vida, e ao terceiro dia nos levantará», como dizia o original hebraico, os tradutores judeus puseram: «no tempo da consolação futura dar-nos-á a vida, e na ressurreição dos mortos nos ressuscitará». Com o qual mostravam a sua certeza de que Oseias, ao anunciar que Deus «ao terceiro dia nos levantará e nos dará a vida», não se referia a levantar-nos da cama e devolver-nos a saúde, mas a levantar-nos do túmulo e devolver-nos a vida, no futuro Reino de Deus.

Um modo de falar

Ora bem, se Deus ressuscita os mortos «ao terceiro dia», cabia perguntar-se: ao terceiro dia de quê? A partir da morte? Isso era impossível, porque muitos personagens antigos como Abraão, Isaac, e Jacob, cuja ressurreição se aguardava no futuro Reino de Deus (Mt 8,11), tinham morrido há muito e ainda não tinham ressuscitado. Como calcular, então, esses dias?
Para sair do atoleiro, os rabinos disseram que os três dias se deviam entender de maneira simbólica, e explicaram que não se referiam a períodos de 24 horas, mas a etapas da história. Assim, o primeiro dia correspondia à era presente; o segundo, ao tempo da chegada do Messias; e o terceiro, ao mundo futuro em que ressuscitariam os mortos.
Esta explicação do «terceiro dia» como um modo de falar da época futura em que os mortos voltarão à vida, foi-se estendendo e popularizando pouco a pouco no pensamento judaico. De facto, aparece várias vezes nos escritos rabínicos, chamados midrashim.

Para que caia ao domingo

Voltando agora aos primeiros cristãos, quando estes se lançaram a anunciar a ressurreição de Jesus Cristo, ninguém sabia exatamente em que dia tinha ocorrido, nem a que hora. Só sabiam que «ressuscitou» como informou o anjo (Mc 16,6), nada mais. Contudo, para eles essa ressurreição inaugurava já a nova era da ressurreição dos mortos, o novo tempo do Reino de Deus, anunciado pelo profeta Oseias. Por isso, saíram a dizer que tinha sido «ao terceiro dia».
Esta expressão não pretendia aludir ao dia em que as mulheres descobriram o sepulcro vazio, nem ao das primeiras aparições de Jesus no domingo de Páscoa, mas a que pela primeira vez se dava o facto de que um morto (Jesus) tinha ressuscitado; portanto, a humanidade tinha entrado na nova era, na qual todos os mortos ressuscitarão. O tempo da salvação, tão ansiado pelos judeus, tinha finalmente começado.
Por isso, a tradição cristã refletida nos Evangelhos é imprecisa quanto ao momento exato da ressurreição de Jesus. O que importava era mencionar o número «três», embora a fórmula variasse («em três dias», «depois de três dias», “ao terceiro dia”).
Mais tarde, quando se sentiu a necessidade de estabelecer a ressurreição como um facto comprovado no tempo e na história, e se fixou o domingo para celebrá-lo, os evangelistas tentaram que a expressão coincidisse mais ou menos com os dados que tinham. Assim, MARCOS diz que Jesus anunciou a sua ressurreição para «depois de três dias» (Mc 8,31;9,31;10,34). Por sua vez, MATEUS e LUCAS, vendo que, se Jesus tinha morrido numa sexta-feira, havia menos de três dias até ao domingo, mudaram a fórmula e escreveram «ao terceiro dia».

Um programa sem cadáver

É bem sabido que Homero, na Ilíada, nunca descreve a beleza de Helena, por cujo rosto saíram 1.000 barcos e se iniciou a guerra de Troia. Em vez disso, utiliza uma dramatização: dois anciãos veem-na passar um dia, do alto das muralhas, e um deles exclama: «Na verdade, por esta mulher valia a pena fazer uma guerra». É um recurso genial, pois, sem descrevê-la, o leitor fica a pensar quão formosa ela não terá sido!
Assim fazem os Evangelhos: nunca descrevem a ressurreição de Jesus. Apenas falam das suas aparições[*], do túmulo vazio, ou da mensagem do anjo.
É que há coisas que não podem ser descritas, porque ultrapassam as nossas categorias mentais. Como dia Joseph Ratzinger no seu livro Introdução ao Cristianismo: «Cristo, pela sua ressurreição, não voltou outra vez à sua vida terrena anterior, como por exemplo o filho da viúva de Naím, ou Lázaro; Cristo ressuscitou para a vida definitiva, a vida que não cai dentro das leis químicas e biológicas». Por isso, a sua ressurreição não pode datar-se num dia determinado.
Mas, embora o historiador não possa data-la diretamente, podemos fazê-lo a partir da mudança que se verificou nos discípulos. Eles, que eram homens medrosos, intolerantes, ambiciosos, com dúvidas – a partir desse momento transformaram-se completamente e foram capazes de enfrentar perigos e resistir às dificuldades, até ao ponto de dar a sua vida pela nova fé que tinham adquirido. Os tempos tinham mudado; e eles compreenderam que também deviam fazê-lo.
Porque, a única forma de demonstrar que Jesus está vivo, é mostrar que os seus seguidores também estão.
Confessar como os apóstolos, no CREDO, que Jesus ressuscitou ao terceiro dia, não significa saber uma data, mas conhecer um novo estilo de vida. Um estilo no qual já deixamos de viver como cadáveres.
No qual não permitimos que nenhum processo de corrupção nos degrade.
No qual assumimos um compromisso sério com as pessoas.
No qual, independentemente das adversidades, da perseguição ou da incerteza do futuro, continuamos a levantar-nos do túmulo cada dia.
Por: Ariel Álvarez Valdés | Tradução: LOPES MORGADO | Revista BÍBLICA n.º 344 | janeiro-fevereiro 2013 | p.26-31 |  www.difusorabiblica.com | Rua de S. Francisco de Assis, s/n, 2496-908 Fátima
http://www.fundamentos.pt/enigmas-da-biblia-novo-testamento/



CONTRADITÓRIO


LINK 2:

 A RESSURREIÇÃO NÃO ACONTECEU NUM DOMINGO


La función de exorcista era tan característica de Jesús, que algu-nos estudiosos piensan que ella lo volvió famoso al principio en los pueblos de Galilea.



¿Y el pasado de María?


Por todo eso, resulta extraño comprobar que el Evangelio de Juan guarda un absoluto silencio sobre los exorcismos de Jesús. No cuenta ni un solo relato, ni una frase, ni una palabra, ni un dicho que pudiera dar a entender que Jesús los hubiera realizado.

¿Por qué los eliminó? ¿Por qué no quiso contarlos? Los estudiosos han propuesto diferentes soluciones. La primera y más sencilla es pensar que el autor del Cuarto Evangelio no los conocía. Porque mientras los tres primeros Evangelios (Mateo, Marcos y Lucas) cuentan muchos milagros de Jesús, Juan cuenta sólo siete, como si sólo se hubiera enterado de ésos y nada más.

Pero esta explicación queda descartada por el hecho de que, al fi-nal del Evangelio, el mismo autor escribe: “Jesús realizó muchos otros signos, que no están escritos en este libro” (20,30). O sea que el autor sabía que Jesús había hecho muchos otros milagros aparte de esos siete. Y los más populares y difundidos eran sin duda los exorcismos, más aún que la conversión del agua en vino, o la resurrección de Lázaro, que só-lo él cuenta y nadie más. Por otra parte, vemos que María Magdalena es un personaje importante en el Cuarto Evangelio. ¿Nunca se enteró Juan de la antigua tradición según la cual Jesús había expulsado de ella siete demonios? (Lc 8,2; Mc 16,9)

Todo esto vuelve inaceptable la explicación de que Juan no conocía los exorcismos realizados por Jesús.


Ciudad sin endemoniados


Una segunda razón propuesta es que, mientras en los otros tres Evangelios Jesús se pasa casi todo el tiempo en Galilea, en el Cuarto Evangelio Jesús está casi siempre en Jerusalén, la Ciudad Santa, cuya pureza era cuidada con mucho esmero, y donde era difícil encontrar endemoniados. Éstos se hallaban más bien en el interior del país. Por eso Juan no tiene ocasión de contar exorcismos.

Pero si bien es cierto que el Evangelio de Juan sitúa a Jesús casi siempre en Jerusalén, de los siete milagros que éste cuenta, cuatro tie-nen lugar en Galilea: la conversión del agua en vino (2,1-12), la curación del hijo de un funcionario real (4,43-54), la multiplicación de los panes (6,1-15) y la caminata de Jesús sobre las aguas (6,16-21). Por lo tanto, podía haber contado también algún exorcismo hecho en Galilea.


No creía en los espíritus


La tercera explicación que se ha dado a este enigma es que Juan, autor del Cuarto Evangelio, era un ex-saduceo convertido al judeocristianismo; y los saduceos formaban un grupo religioso judío que no creía en de-monios, ni en espíritus, ni en ángeles (Mc 12,18; Hch 23,8). De modo que al convertirse al judeocristianismo, este ex-saduceo no quiso contar los exorcismos de Jesús porque él no creía en ellos.

Pero esta ingeniosa solución también queda desmentida por el mismo Evangelio, ya que Juan afirma cuatro veces que los enemigos de Jesús lo consideraban a Él endemoniado. Por ejemplo, cuando Jesús dice que Él y Dios son una misma cosa, los judíos enojados exclaman: “Tienes un demonio” (7,20). Cuando Jesús comenta que Él viene de Dios, repiten: “¿No decimos con razón que estás endemoniado?” (8,48). Cuando Jesús dice que quien lo escucha no morirá jamás, le contestan: “Ahora estamos seguros de que tienes un demonio” (8,52). Y al final de su discurso del Buen Pastor, muchos decían: “Tiene un demonio y está loco; ¿por qué le escu-chan?” (10,20).

El evangelista Juan, pues, no niega la posibilidad de la posesión demoníaca. Lo que ignora es que Jesús la hubiera curado alguna vez. Pero ¿por qué? ¿Qué poderosa razón lo llevó a silenciar algo tan conocido y difundido de la vida de Jesús?


Una tarea peligrosa


Hay una cuarta explicación, que es la más probable de todas. Según ésta, la razón por la que Juan suprimió los exorcismos de su Evangelio es porque éstos le trajeron muchos problemas a Jesús.

En efecto, Jesús dio gran importancia a la curación de los endemoniados durante su vida pública, como vimos en la cantidad de relatos evangélicos sobre el tema. ¿Por qué? Porque estos extraños enfermos eran personas marginadas, excluidas del sistema social, perturbadas muchas veces a causa de las desigualdades sociales, la desnutrición, el cons-tante clima de violencia y la destrucción de las familias en las zonas rurales.

Estas connotaciones de la posesión, que hoy resultan difíciles de entender para nosotros, ayudan a comprender mejor el sentido de los exorcismos, y explican por qué Jesús les dedicaba tanto tiempo y por qué nunca dejó de realizarlos. Mediante la liberación de los endemoniados y su reintegración social, Jesús revelaba lo que estaba ocurriendo en el fondo de la historia: el Reino de Dios estaba llegando a este mundo. Él mismo lo enseñó: “Si yo expulso los demonios por el Espíritu de Dios, es que ha llegado a ustedes el Reino de Dios” (Mt 12,28).

Los exorcismos, por lo tanto, revelaban mejor que ninguna otra ac-ción de Jesús el cumplimiento de su proyecto: un mundo donde no hubiera opresión, ni sufrimientos, ni excluidos, y la reintegración social de aquéllos a quienes la injusticia, las desigualdades y otras tensiones sociales habían dejado al margen del sistema imperante.


Con un anillo en la nariz


Pero la curación de los endemoniados tenía un grave problema: estaba ligada a la magia. En la época de Jesús muchos judíos realizaban exorcismos, mediante ritos mágicos y fórmulas esotéricas. Por ejemplo, solían acercar a la nariz del endemoniado un anillo envuelto en hierbas, y después de pronunciar encantamientos secretos, que se creían proceden-tes del rey Salomón, hacían caer al enfermo al suelo, y decían que en ese momento el demonio salía expulsado por los orificios nasales y se introducía en una vasija o un plato lleno de agua. Eran prácticas tan extravagantes y llamativas, que la gente creía que sólo Satanás podía dar el poder para hacerlas.

Jesús, cuando empezó a realizar sus curaciones, suprimió todos los ritos extraños de los exorcistas judíos, y simplemente con una orden o una palabra curaba a los endemoniados, mostrando así su superioridad sobre los sanadores judíos. Pero a pesar de todo no pudo despejar las sospechas que su actividad despertaba. Por eso vemos que a veces su audito-rio, en vez de alegrarse, se quedaba asustado; como cuando curó al ende-moniado de Gerasa “y todos se llenaron de temor” (Mc 5,15). Otras veces, confundiendo a Jesús con un mago poderoso, algunos sanadores usaban su nombre como palabra mágica para expulsar demonios; los discípulos un día se cruzaron con uno de estos sanadores (Mc 9,38).

Al final Jesús no pudo evitar que sus enemigos terminaran creyéndo-lo un mago, aliado de Satanás, y que lo acusaran de expulsar espíritus con el poder de Beelzebul, jefe de los demonios (Mc 3,22). Incluso le pusieron a Jesús el humillante apodo de “Beelzebul” (Mt 10,25).


Magia importada de Egipto


Mucha gente, pues, malinterpretó los exorcismos realizados por Je-sús. Y así la intención de éstos, que era la de anunciar el fin de la opresión y de toda exclusión social, quedó totalmente desvirtuada.

Después de su muerte, la idea de que Jesús había sido un gran mago no desapareció; al contrario, se extendió por todas partes, a tal punto que los primeros cristianos tuvieron que enfrentar la crítica de numero-sos sectores que acusaban a Jesús de haber practicado la hechicería. Así, Flavio Josefo, un famoso escritor judío del siglo I, comenta que Jesús era un “hacedor de obras extrañas”. El Talmud, libro sagrado de los judíos, lo acusa de practicar la magia, instigar a la idolatría y engañar al pueblo. Celso, un filósofo griego del siglo II, sostenía que Jesús aprendió en Egipto las artes mágicas. Y hasta se encontró un anti-guo papiro griego de magia, con el nombre de “Jesús” como fórmula mágica empleada en los exorcismos. Por eso Justino, un cristiano mártir del si-glo II, se lamentaba de que “se atrevieron a llamar mago a Jesús”. 

Así, la imagen de Jesús quedó irreparablemente dañada a causa de sus exorcismos.


Para eliminar las sospechas


Frente a estas circunstancias, es fácil comprender por qué el Cuar-to Evangelio pensó que un Jesús exorcista no era lo mejor para presentar a sus lectores. Las acusaciones de satanismo, hechicería y magia levan-tadas contra él, y también contra sus discípulos se habían instalado en la mente de muchos. Basta leer, por ejemplo, el libro de los Hechos de los Apóstoles donde tanto a Pedro como a Pablo se los llama “magos” por los milagros que realizaban (Hch 8,14-24; 19,11-17). Por eso, aunque el evangelista no ignoraba los exorcismos que Jesús había hecho, prefirió omitirlos para evitar la posible confusión o escándalo entre sus lecto-res.

Pero hubo además otras dos razones que influyeron en la decisión del evangelista Juan de eliminar los exorcismos de Jesús.

La primera, es que Juan tenía una idea de Jesús mucho más elevada que los otros tres Evangelios. Juan fue el único evangelista que llegó a la comprensión de que Jesús era igual a Dios (Jn 10,30), que obraba como Dios (Jn 5,19) y que procedía de Dios (Jn 1,14). Esta noción de Jesús fue decisiva a la hora de eliminar los exorcismos: un Jesús así no podía tener la menor sombra de sospechas de haber practicado la magia o haber estado en alianza con Satanás.


La hoguera de los papiros


La segunda razón para eliminar los relatos de exorcismos es el lu-gar donde se redactó el Evangelio. Según los estudiosos, éste fue escri-to en la ciudad de Éfeso. Y Éfeso era en la antigüedad un famoso centro de actividad ocultista.

En efecto, sabemos que en el siglo I esta ciudad era un hervidero de hechiceros, astrólogos, médiums, adivinos y magos. Para darnos una idea de ello, volvamos al libro de los Hechos. Allí se cuenta que cuando San Pablo llegó a Éfeso decidió abrir una escuela para enseñar la Pala-bra de Dios, y durante dos años estuvo predicando; al escucharlo, mucha gente se convirtió, “y venían a confesar y declarar sus prácticas; mu-chos de los que habían practicado la magia trajeron sus libros y los quemaron delante de todos; calcularon el precio de los libros, y vieron que subía a 50.000 monedas de plata” (Hch 19,18-19).

Los libros que estos magos y hechiceros quemaron eran rollos de pergaminos que contenían encantamientos, conjuros y fórmulas para expul-sar espíritus. Las monedas a las que alude el texto eran probablemente las dracmas de plata griegas; y una dracma de plata equivalía aproxima-damente al salario de un día de trabajo. O sea que ¡50.000 sueldos de trabajo se hicieron humo aquel día en la plaza de Éfeso! Esto nos da una idea de cuán difundida estaban las prácticas mágicas en aquella ciudad, y la enorme atracción que ejercían en la gente.

En un ambiente así, excitado por la magia y seducido por la bruje-ría, la presentación de un Jesús exorcista lo hubiera rebajado a la ca-tegoría de un mago, dañando así su imagen de Hijo de Dios. Por eso, el autor del Cuarto Evangelio prefirió prescindir de los exorcismos.


Magia y religión


Cuando San Juan escribió su Evangelio conocía los exorcismos reali-zados por Jesús. No podía ignorar, incluso, que había sido una de sus actividades más famosas, más aun que sus parábolas y enseñanzas. Pero sabía también que esa tarea suya había sido malinterpretada, y que mu-chos habían llegado a confundir a Jesús con un mago. Por eso, para evi-tar que sus lectores cayeran en el mismo error, prefirió callar el recuerdo de los exorcismos y contar en su lugar otros milagros más estima-dos como la multiplicación de los panes, la conversión de agua en vino, o la resurrección de Lázaro.

Es que Juan sabía que la magia es peligrosa. Tiene un gran parecido con la religión, pero es todo lo contrario: es su corrupción. La magia hace creer que ciertos ritos o ceremonias tienen poder por sí mismos (Mt 7,21-23). Que basta con cumplir determinadas prácticas o pronunciar unas fórmulas para que ya estemos en contacto con Dios, y obtengamos su favor y su auxilio. La fe en cambio es otra cosa. Es la entrega a Alguien, al que no se agrada con ritos externos, sino mediante la práctica del amor. La magia nos da, según ésta, lo que queremos. La fe nos hace descubrir qué quiere Dios. La magia nos hace repetir ritos automáticos. La fe nos hacer descubrir la novedad de Dios cada día. La magia provoca dependen-cia y miedo. La fe trae la liberación y el entusiasmo.

Muchos cristianos se creen profundamente religiosos, pero en reali-dad tienen mezclada su fe con la magia. Piensan que porque asisten a un culto, pronuncian ciertas oraciones o portan medallas y estampas han llegado al encuentro de Dios. Pero mientras tanto, no procuran cambiar su corazón, ni mejorar su vida, ni perfeccionar su servicio al prójimo. San Juan, en su Evangelio, hizo lo que pudo para que no creyéramos en un Cristo así. No lo defraudemos.
Parte 2 aqui:
http://www.icf.org.ar/Cuantos%20Milagros%20hizo%20Jesus.htm 


* Sacerdote, Doutor em Teologia Bíblica, fue Professor de Teologia na Universidad Católica de Santiago del Estero (Argentina)







retransmisión en directo http://www.jpost.com/Jewish-World/Jewish-News/Ministry-okays-Lag-BaOmer-leave-but-no-Shabbat-bonfires

retransmisión en directo BREAK --
http://www.jpost.com/Jewish-World/Jewish-News/American-ultra-orthodox-charge-sexual-abuse-at-Israeli-seminaries-372678

retransmisión en directo http://www.pri.org/stories/2015-03-23/how-centuries-old-sabbath-laws-impact-modern-world

SIGNIFICADO DO SHABBAT E O TABÚ DO ORA ET LABORA:
From sundown Friday night through sundown on Saturday, observant Jews aren't supposed to light a fire, cook or even use a phone. 
Shabbat is a day to refrain from "work." [REALLY?!]
ANSWER:
“The word for work that we’re referring to in the [Tanach (hebrew bible)] is actually in Hebrew ‘malacha’ and it’s not really work that’s prohibiting, what’s really prohibited is changing the status of something in creation,” explains Eliyahu Fink, an Orthodox rabbi based in Los Angeles, USA.


"Trabalho que é trabalho é sempre um operar, fazer obra, obrar, um corpo-a-corpo, a ação mais imediata, o fazer mais próximo, a responsabilização pelo mais simples e concreto; mão na massacomo o operário que vive do seu salário, como a mãe que vive da sua maternidade.[1]
trabalho do Pai é tão corpo-a-corpo, tão mão na massa, é um contínuo operar que podemos dizer: Tu és sempre o mesmo e tudo o que é amanhã ou depois de amanhã, o que é ontem e também anteontem, tu o fizeste hoje, o fazes o hoje (Sto Agostinho, Confissões, 6,10). O trabalho, o modo do trabalho do Pai é sempre um hoje, é sempre presente, sempre um aqui e agora, sem passado, sem futuro, sem descanso, sem tempo, sem espaço, sem sábado. 
Ele está operando, atuando sempre, é sempre ação presente. Ele é só cuidado misericordioso."

E NÃO SIGNIFICA TRABALHO TAMBÉM PORQUE...
"Es cierto que nosotros descansamos en Shabat, pero incluso si nosotros lo hacemos, los campos continúan trabajando. Plantamos el viernes y las semillas germinan en Shabat
 [i.e., work and not changing the status of something in creation?1]."

"No amor o Pai é operativo. Ele é só trabalho, Ele é amor. Não da força bíceps, não da força-motor, não do trabalho conquista, do trabalho produção, do trabalho acumulação, mas do trabalho criacional de todos os seresCom desvelo paternal cuida de cada criatura e gera e regenera a cada pessoa. Ele trabalha sempre! Sempre no desvelamento amoroso de não deixar nenhuma criatura, nenhuma pessoa, fora do desvelamento de seu amor maternal."1


"O trabalho, o estudo, na skolé grega e medieval era impulsionado por uma espécie de desapropriação, de um desmonte de todo o saber, do aparato do saber, do saber-sabido, para estar na disponibilidade, na receptividade, à espera do inesperado. O estudo era muito mais o trabalho gratuito, o trabalho livre por excelência (Hugo de São Vitor – Didascalion).
Perdendo a gratuidade, a liberdade, o estudo teológico e filosófico podem tornar-se apenas uma meta, um fim, uma finalidade, um porquê, um para que, uma condição. Assim fosse perderia a sua grandeza de atração, deixaria de ser a sondagem livre e gratuita do mistério manifestado na presença inaudita e esvaziada do Filho do Humanidade entre nós. Deixaria de ser o encontro com a pessoa de Jesus, Logos (Verbo) feito carne, Luz que ilumina toda a pessoa vinda ao mundo, esquecendo da instauração do 
Reinado de D-us. Poderíamos dizer: o estudo-trabalho, o trabalho-estudo perderia a abertura misericordiosa da superação da lei do Shabbat.

abertura misericordiosa do Shabbat é o modo da gratuidade, o modo do amor. O trabalho-estudo, neste sentido, é sem porquê, é sem para que, é como a flor aberta no orvalho da manhã, sem saber que existe. rosa é sem porquê, floresce por florescer, não se vê a ela mesma, nem se pergunta se a vêem (Angelus Silesius, peregrino querubínico).
sem finalidade, a gratuidade do trabalho-estudo teológico-filosófico, a experiência da liberdade da fé no trabalho-estudo, pede de cada um de nós empenho, dedicação, abertura, pesquisa, meditação. Um trabalho corpo-a-corpo, um trabalho quotidiano, o mais imediato, o mais próximo, o mais dia-a-dia, mão na massa, na busca do Reinado de D-us e a sua justiça.

1http://www.prelaziasaofelixdoaraguaia.org.br/meu_pai_trabalha_sempre_e_eu_tam.htm


"[Trabalhamos] de tal forma que fazemos a experiência de algo. 

Experiência de algo significa a experiência do mistério (Karl Rahner, Ser cristão). Aqui não estamos para aprender doutrina, as doutrinas estão cheias de ideologia, aqui estamos para no confronto, no diálogo, nos abrimos para o mistério estupendo e insondável de um encontro amoroso manifestado de modo tão inaudito na gruta de Nazaré [Belém, no original], na Estaca ou Lenho [Cruz, no original]. No encontro com o vazio do sepulcro, no trabalho estudo, na saudade do amado não reconhecido no jardim, talvez ouviremos também nós Mariaisto é, o nosso nome! E ao ouvirmos o nosso nome abrir-se-á um novo céu e uma nova terra, a Vida do Ressuscitado, a verdadeira sabedoria.
Vida nova, salvação, operação, trabalho do Filho no encontro com o homem de Betesda. Vida nova, salvação, libertação do homem da Amazónia, no servir às nossas Igrejas. Vida Nova, misericórdia nos mais pobres e necessitados. Vida Nova e salvação que imploramos ao Homem das Dores neste trabalho penitencial do tempo da Quaresma. Amém.


["O Meu Paizinho trabalha sempre e eu também trabalho."]





Jesus nota que as palavras de Moisés continuavam a encher a boca dos seus contemporâneos, mas não criavam raízes na alma nem no coração. Alimentavam uma religião de magia verbal que ele denuncia: “nem todo o que diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas só aquele que faz a vontade do meu Pai”. Acabará por fundamentar esta denúncia: “Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem”. Até aqui, esta recomendação vai servir para um adágio popular que atravessará os tempos: “Bem fala Frei Tomás! Fazei o que ele diz, não o que ele faz”. Jesus não fica por aí. Ataca os doutores e os fariseus pelas perversões interpretativas que acabam por “colocar fardos pesados e insuportáveis aos ombros dos outros, mas eles nem com um dedo lhes tocam”. Este é o resultado da substituição da complexidade da experiência humana, religiosa e cristã pela invocação de Deus em vão.
Tudo pode ser pervertido. Quando Moisés, para garantir, no quotidiano, a presença da palavra divina, propõe, “atai as palavras à mão como um sinal e que sejam como um frontal entre os vossos olhos”, em vez de um alerta, de um aviso, forja-se um amuleto, um instrumento de propaganda, de auto-elogio, anulando a simbólica religiosa: “Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados 'mestres' pelos homens” (Cf. Mt 23, 1-7).



É um exercício demasiado simples – e algo perverso – ler os textos do Novo Testamento, deslocando o olhar e o ouvido para “aquele tempo”, para há dois mil anos, observando o ridículo do ritualismo que Jesus critica na religião dos seus contemporâneos, ou procurando equivalentes no judaísmo rabínico mais ortodoxo. Se não se tratar de uma investigação histórica – que tem as exigências do seu método –, mas apenas de uma apreciação religiosa, estaremos a reproduzir o farisaísmo que Jesus criticou. Nesse caso, o Evangelho deixa de pertencer às novidades que permanecem novas como se fosse criado neste instante, deixa de nos interpelar, de nos pôr em causa, de ser uma luz sobre o nosso tempo e sobre as nossas motivações, para se tornar um véu sobre a realidade.
Criticamos aquele legalismo ritual e os seus amuletos, mas, por vezes, repetimos e criamos algo ainda mais ridículo: certas normas jurídicas e litúrgicas, rituais, roupas de papas, bispos, padres, religiosos, alfaias litúrgicas, imagens, “devoções”, etc., como se tudo isso fosse vontade de Deus. Jesus critica os amuletos que substituíam a responsabilidade ética e social, a rectidão do coração e das obras.
Na literatura teológica, uns perguntam qual será o futuro do cristianismo; outros, qual será o futuro da religião; outros ainda, qual será o futuro da Europa, mas agora, todos perguntam qual será o futuro de um mundo em convulsão. Como diria Ortega y Gasset, “o que verdadeiramente se passa é que não sabemos o que nos passa”.
Tanto as religiões como as ideologias seculares não podem evitar a pergunta: que se passa connosco? Que bases e que desígnios presidem às nossas construções?
No Carnaval, as máscaras servem para cobrir as máscaras de todos os dias. A Quaresma deve servir para as arrancar e encontrar o Rochedo que nenhuma tempestade poderá abalar.

(Cf. Opera Omnia Raimon Panikkar, Fragmenta, Barcelona)

Blog Archive

Cartão de Visita do Facebook

Afetos


.......................................
Boa tarde Maria Inês.
O meu nome é Magaly Delgado e sou amiga do Élder Luis Magalhães.
Gostaria muito que me aceitasse também como amiga. Estou indo hoje para Portugal, namoro um português chamado ..., que mora no Porto, próximo do Luís, que mora em Braga e ambos estaremos com ele. Fico muito feliz de saber que somos brasileiras e que partilhamos da amizade de uma pessoa tão maravilhosa quanto o Luis Magalhães. Sabe eu e ele conversamos muito sobre o Caminho. E como seres que somos, cada um escolheu o seu. E eu e o Luis conversamos muito sobre isto. Sobre como Caminhos que divergem entre si, pode ou poderia levar até D'us entende? Estudo Kaballah e foi o que me aproximou dele. Como um homem com tanto conhecimento das leis pode ser um Calvinista? Mas o melhor foi que conheci antes de um Calvinista o próprio Google em pessoa kkkkkkkkk. Muito inteligênte e de grande conhecimento este nosso amigo. Então ficaria feliz se me quisesse também como amiga. Saiba que te dicarei todo afeto, amizade e respeito que dedico a ele e aos meus outros amigos também. Eu e o ... quando formos à cidade de Braga para conhece-lo, tentarei que este nosso amigo, saiba mais sobre os Caminhos Misticos (coisa que duvido, pois ele sabe tudo) mas quem sabe não é mesmo? Bom minha flor fico feliz de estar aqui prozeando, mas as malas me esperam.
Bjos e Fica na paz de D'us.
Magaly Delgado
.......................................
Nos dias hodiernos, os judeus ortodoxos, nas suas preces matinais diárias, recitam "Abençoado seja D-us, Rei do universo que não nos fez mulher". As mulheres, por outro lado, agradecem a D-us cada manhã por "me fazer de acordo com a Tua vontade". Outra oração encontrada em muitos livros de preces judaicas: "Louvado seja D-us que não me criou gentio. Louvado seja D-us que não me criou mulher. Louvado seja D-us que não me criou ignorante".
.......................................

Ao longo dos últimos duzentos anos, a exegese histórico-crítica do Novo Testamento passou por diversas fases, na procura da identidade de Jesus. Depois de um período de desalento, as investigações do contexto económico, social, cultural, religioso e político em que Jesus nasceu e cresceu, desenhavam a sua identidade a partir das rupturas com esse mundo. A “terceira vaga” de estudos concentra-se no que há de mais óbvio, embora pouco sublinhado: Jesus é um judeu da Palestina, mais ou menos marginal, dentro de um judaísmo em crise, com várias tendências e grupos (saduceus, fariseus, zelotas, essénios terapeutas, baptistas, etc.), sob ocupação romana.
Alguns temas e figuras desse judaísmo agitado – mestre (rabino), profeta, pregador apocalíptico, terapeuta, etc., – surgem como índices de continuidade e de afinidade de Jesus com certas correntes do seu tempo. Se antes predominava uma identidade de Jesus construída a partir das suas rupturas, esta tende agora a diluir-se, sem que seja possível perceber porque razão foi Ele morto pelo poder romano, mas, aparentemente, para serenar clamorosas exigências judaicas. O que haveria de insuportável nesse Nazareno?
Em vez do paradigma do pêndulo - passagem de um extremo ao outro -, ignorando a resistência da realidade nas suas diversas expressões, é preferível insistir no modelo dialéctico do tear que integra sempre os extremos no tecido de novas sínteses. É em continuidade com a tradição, sempre problematizada, que Jesus introduz uma novidade na aventura humana, que cada vez me espanta mais e que encontramos nas narrativas dos Evangelhos, que mostram as suas múltiplas manifestações.


Paulo procurou sintetizar essa novidade, que recebeu dos discípulos de Jesus, mas que ele sempre reivindicou como experiência própria da presença da graça do Ressuscitado.
Numa dessas sínteses de descompartimentação do mundo, tem uma expressão lapidar: Com Jesus Cristo não há separação entre judeu e grego, escravo e livre, homem e mulher (Gl.3.28). Podemos, hoje, observar muitos outros muros, construídos e em construção que, por fidelidade ao Evangelho, é preciso denunciar e abater.
Chegámos ao século XXI como herdeiros, pouco agradecidos, dos valores da modernidade: liberdade, igualdade, fraternidade e laicidade. Parecem-me indiscutíveis as suas raízes cristãs, embora dentro e fora da Igreja, mesmo depois da Declaração dos Direitos Humanos, esses direitos continuem mais invocados do que praticados.
Pode-se perguntar: se Jesus não tinha nenhum programa económico, financeiro e político de conquista e exercício do poder, porque razão inquietou tanto a sociedade do seu tempo? Anunciava a proximidade do Reino de Deus, de um Deus que nunca  ninguém viu. Era, no entanto, a sua experiência e convívio com o Mistério inabarcável que O impedia de olhar “só para cima”. A sua experiência de Deus impunha-lhe “olhar para o lado”, para os excluídos do convívio humano, por razões religiosas, económicas, culturais ou políticas. A sua fé, a sua oração e os seus retiros não lhe fechavam os olhos. Abriam-no para as alegrias e sofrimentos do mundo.

Seja como for, João Baptista, o austero e pregador de austeridade, desencorajou o próprio Jesus Cristo que escolheu outro caminho. Ele veio para que “tivéssemos vida e vida em abundância”.
Faz hoje 50 anos da convocatória do Concílio do Vaticano II, a grande revolução traída da Igreja do século XX. A Gaudium et Spes, (nº 69), lembra o que a civilização, em que vivemos, despreza: “Deus, destinou a terra e tudo o que ela contém para uso de todos os seres humanos e de todos os povos, de sorte que os bens criados devem chegar, equitativamente, às mãos de todos, segundo a regra da justiça inseparável da caridade”, da gratuidade do amor. Esta globalização é um bocado diferente daquela a que assistimos. Esta deixa quase tudo em mãos de poucos. Cava o abismo crescente entre ricos e pobres. Há cinco séculos, Frei António de Montesinos, O.P., de olhos postos nos Índios, explorados e dizimados, perguntava do púlpito aos seus conterrâneos exploradores: “E estes não são Homens?” Parece que nem Jesus Cristo nem Montesinos eram extra-terrestres.







Carta de Einstein (1879-1955), referida por Helen Dukas, a uma criança que lhe perguntara se os cientistas também rezavam. Passo a transcrever: “Respondo à tua pergunta do modo mais simples. Esta é a minha resposta. A pesquisa científica baseia-se sobre a ideia de que cada coisa que acontece é regulada pelas leis da natureza e isto vale, também, para as acções das pessoas. Por esta razão, um cientista será dificilmente inclinado a crer que um evento possa ser influenciado pela oração, por exemplo, por uma aspiração endereçada a um Ser supra-natural. Todavia, deve admitir-se que o nosso actual conhecimento destas leis é, apenas, imperfeito e fragmentário, assim sendo, realmente, a crença na existência de leis fundamentais e omnicompreensivas na natureza permanece, ela própria, como uma espécie de fé. Mas esta última é largamente justificada pelo sucesso da investigação científica. No entanto, de um outro ponto de vista, quem quer que esteja seriamente empenhado na pesquisa científica convence-se de que há muito espírito que se manifesta nas leis do Universo. Um espírito muito superior ao do homem, um espírito perante o qual, com as nossas modestas possibilidades, apenas podemos experimentar um sentido de humildade. Deste modo, a investigação científica conduz a um sentimento religioso de tipo especial que é, na verdade, bastante diferente da religiosidade de alguém mais ingénuo”.
As atitudes e declarações de Einstein perante a religião e as religiões, perante a afirmação ou a negação de Deus, já foram objecto de muitos estudos que não vou discutir aqui.
Nunca aceitou que lhe chamassem ateu. Se, umas vezes, confessava que o seu Deus era o de Espinosa, outras, mostrava a diferença entre eles. As expressões, “Deus não joga aos dados”, “não põe as suas coisas em praça pública”, “é subtil, mas não é malicioso”, serviam para afastar concepções antropomórficas, uma espécie, não confessada, de “teologia negativa”.
Nada há, na carta de Einstein, da arrogância do “cientismo”, dessa convicção de que a ciência acabará por explicar tudo e eliminará qualquer atitude religiosa. O “Universo inundado de inteligência” é demasiado vasto e complexo para ser abordado só pela investigação científica. Einstein não conhecia, apenas, a linguagem da ciência, era também um intérprete da linguagem de Mozart.
Segundo Novallis, a oração é na religião o que o pensamento é na filosofia. Não é uma ingeniudade. É a atitude humilde de quem acolhe e agradece, de quem confessa que não é a origem de todo o bem. Rezar é sair do egocentrismo e manter-se na luz do amor: “diz-me como rezas e dir-te-ei quem és”.



Importa, como diz o conhecido biólogo, Francisco J. Ayala, não confundir os caminhos da ciência e da religião: “a ciência procura descobrir e explicar os processos da natureza: o movimento dos planetas, a composição da matéria e do espaço, a origem e a função dos organismos. A religião trata do significado e propósito do universo e da vida, das relações apropriadas entre os humanos e o seu criador, dos valores morais que inspiram e guiam a vida humana. A ciência não tem nada a dizer sobre essas matérias, nem é assunto da religião oferecer explicações científicas para os fenómenos naturais. (…) O Deus da revelação e da fé cristã é um Deus de amor, misericórdia e sabedoria”.
Para este biólogo, “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural de Darwin”.



Sendo assim, valerá a pena perguntar: Ciência/Filosofia/Teologia: Que diálogo? Já existe uma vasta bibliografia sobre essa questão. Muitos preconceitos e confusões podem ser desfeitas no confronto de praticantes destas diferentes disciplinas. Estamos num mundo marcado pelas ciências sem que as interrogações filosóficas tenham perdido toda a pertinência e sem que a teologia possa ser eliminada do interior da experiência religiosa. A dificuldade desse confronto é a abstracção, pois, a ciência, a filosofia e a teologia conjugam-se no plural, o que não é indiferente para um diálogo. Por outro lado, a selecção destas três formas de conhecimento deixa de fora o mundo da vida, das expressões simbólicas, da estética e da ética, intrínseco à religião e não só.
Se não desejamos que uma sociedade viva polarizada, apenas, pelo confronto político-partidário, é importante desenvolver encontros e debates acerca da maneira como cientistas,  filósofos, teólogos, artistas são configurados, não só pelas suas especialidades, mas também pelas especialidades dos outros.
Ao reconhecerem a aliança entre a transcendência de Deus e a dignidade humana, os teólogos marcados pelas diferentes linguagens das ciências, da beleza e da ética, não poderão consentir na idolatria dos poderes da economia, da finança, da política, da religião, da técnica. Aliás, a experiência cristã situa-se no pressuposto da abertura do céu à terra, da terra ao céu e dos grupos humanos entre si, a nível local e global. Foi esta a experiência espiritual de Jesus Cristo e da Igreja do Pentecostes. Esta é, também, a nossa tarefa.

Não se julgue que os debates teológicos do século IV distraíssem as Igrejas das questões sociais. Segundo a versão árabe, o cânone 75 do Concílio de Niceia (325) pede aos bispos para construírem, em cada cidade, hospícios para os pobres, enfermos e forasteiros. A fé que abre para o alto inclina para o próximo. Ficaram famosas as iniciativas de S. Basílio, apresentadas por Gregório de Nazianzo (Discurso 43), no terceiro aniversário da sua morte: “É admirável [em Basílio] a benevolência, a assistência aos pobres, o amparo aos enfermos. Saí um breve período da cidade e observai a cidade nova, erário de piedade, depósito comum dos ricos, onde estão recolhidos, por meio das suas exortações, não só as riquezas supérfluas, mas também as necessárias, que mantêm longe de si a traça, não atraem ladrões, evitam a concorrência da inveja e a corrupção do tempo”. Muito mais meritória do que qualquer outra empresa, para Gregório, é a dedicada aos leprosos: “diante dos nossos olhos já não temos o espectáculo atroz e miserável daqueles homens tornados cadáveres, mesmo antes do seu fim, com vários membros perdidos, enxotados da cidade, das casas, das praças, das termas, dos seus mais caros amigos, agora mais reconhecíveis pelo nome do que pela fisionomia. Já nem se apresentam às assembleias e aos encontros, acompanhando-se dois a dois, pois já nem compaixão há para a sua doença, tornando-se, pelo contrário, odiados; só podem lamentar-se se ainda lhes restar a voz”.
Basílio, descendente de nobres, brilhante e famoso, mudou esse cenário com a instituição da Basiliade para as doenças consideradas repugnantes. Não olhava para os doentes apenas com palavras, abraçava-os como irmãos. O seu gesto era uma exortação silenciosa e eloquente.
2. Na Idade Média, perante uma Igreja escandalosamente rica, as Ordens Mendicantes, sobretudo a de S. Francisco e a de S. Domingos, procuraram mostrar que não basta socorrer os pobres e os doentes. Recorrendo à imagem da comunidade apostólica (Act 4, 32-34), acolhem movimentos de protesto e formam comunidades de partilha total dos bens, seguindo, na pobreza, o Cristo pobre.
De facto, até à revolução industrial, preparada desde a Idade Média e desenvolvida no século XVIII, o quotidiano da economia era marcado pela penúria. Só os senhores feudais, os príncipes, os grandes proprietários lhe podiam escapar. Os modos e os níveis de vida dos séculos XIX e XX transformam-se, mas não chegaram à euforia. Nem todos participavam no grande banquete e a abundância era atingida por crises periódicas, de mais breve ou mais longa duração.
O pior da crise actual não são as desgraças que já provocou. Pior é a cegueira de quem não quer ver a falência do capitalismo financeiro e desregulado, de raiz anglo-saxónica, com sede em Wall Street e na City de Londres e ramificações nas principais praças financeiras do mundo. Importa fazer objecção de consciência à economia de jogos financeiros e promover uma economia orientada para a construção do bem comum.
3. Nada disse, ainda, que justifique o título desta crónica. Não sou o seu autor. Vem na Primeira Carta a Timóteo, um escrito dos finais do primeiro século da era cristã, ou dos começos do segundo, de influência paulina. Aí, diz-se, literalmente, o seguinte: “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6, 10). Com retórica ou sem ela, é a tomada de posição de um líder da comunidade cristã, baseada num célebre aforismo de Jesus: não se pode servir a Deus e ao Dinheiro (Lc 16, 13). Comentário do narrador: os fariseus, amigos do dinheiro, riam-se dele.
A referida Carta está cheia de exortações a novos e velhos de todas as condições. Avisa os ricos que só podem encontrar o tesouro incorruptível da verdadeira vida, se substituírem a idolatria da riqueza pelo gosto da partilha.
Se o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, onde encontrar a raiz de todos os bens? Na simbólica da Santíssima Trindade reina a “economia do dom”. Não andaremos, nós cristãos, esquecidos de que fomos criados à sua imagem? 

Jesus, ao contrário de Buda, não é pela extinção do desejo, até o excita. Prega o reino do infinito amor. Exige, no entanto, a regeneração das raízes dos nossos apetites desencontrados, implicando a conversão e a hierarquização dos nossos desejos.
O Nazareno levou muito tempo a encontrar o seu próprio caminho e, quando pensava que já o tinha encontrado – foi iniciado e baptizado por João Baptista – sentiu-se surpreendido, ao entrar em oração, por uma Voz que o fez estremecer: “Tu és o meu Filho muito amado”. A partir daí, o rumo da sua existência mudou radicalmente. Não interpretou tal revelação como um privilégio, mas como uma missão que o levou a arriscar tudo: mostrar, por palavras e gestos, que o seu Deus nada tinha a ver com uma religião e uma prática social que colocava uns à mesa e outros à porta. Foi por isso que escolheu todas as más companhias, contrariando as normas religiosas e morais mais prestigiadas e aprovadas.
3. Não era o que os grupos dominantes esperavam. Queriam alguém que fosse um líder, um messias que, em nome de Deus, resolvesse, miraculosamente, as questões económicas, políticas e religiosas com que se debatia um povo dominado. Jesus não foi insensível a essa esperança. Há, porém, uma narrativa, na qual, Jesus interpreta essas tentações como diabólicas, isto é, que o separavam do sonho que o habitava: subverter tudo aquilo que gerava a exclusão das mulheres, dos classificados como pecadores, dos doentes, dos pobres, dos estrangeiros, dos que estavam sempre a mais (Lc 4). Era o sonho infindável de reunir todos os filhos de Deus dispersos, como dirá S. João (Jo 11, 52)
Se Jesus venceu essas tentações que o acompanharam até à morte, elas eram o próprio desejo dos discípulos em luta pelo poder. Conta-se, no Evangelho de S. Marcos, que era, precisamente, essa a questão que os movia e impedia de entender o caminho do Mestre que, afinal, seguiam por equívoco. A questão azedou-se tanto que, um dia, dois foram ter com Jesus e disseram claramente ao que andavam: quando tomares conta do poder, queremos ser os primeiros da lista. Acontece que os outros dez ficaram indignados com esta jogada de antecipação. Jesus foi obrigado a uma reunião de emergência e declarou-lhes que escusavam de insistir em o desviar do seu rumo. Eram eles que tinham de mudar: aquele que quiser ser o primeiro, seja o último e ponha-se ao serviço de todos porque ele, Jesus, também não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida por todos (Mc 4 – 10).
Calaram-se, mas não acreditaram no que ele dizia: se Deus estava com ele, tinha de ir à luta e Deus não o deixaria mal.
Esta semana é, realmente, santa pela fidelidade de Jesus. É criminosa por quem o assassinou, mediante uma farsa judicial. É, sobretudo, a semana da triste figura dos apóstolos, dos Doze, nosso retrato, quando criticamos o comportamento dos políticos e reproduzimos, no interior da Igreja, os esquemas e as atitudes que Jesus reprovou.
Para crentes ou não, as narrativas do Novo Testamento, que contam o que se passou, no Jardim das Oliveiras, na prisão e no desfecho do processo de Jesus, são a maior parábola da humanidade a que pertencemos.
Jesus era e é o ser humano com temperatura de Deus e um sonho que nem a cruz conseguiu quebrar.

IHU On-Line – Levando em conta o atual contexto de mundo e de Igreja, quais são os desafios e as perspectivas para o discurso cristão nessa pluralidade?
Paul Valadier – Nossa época vive tensões e dificuldades específicas. Tais tensões e dificuldades não me parecem provir principalmente das ciências, contrariamente a outros momentos de grandes desenvolvimentos dessas ciências, muitas vezes contra a fé estabelecida (séculos XVIII e XIX, por exemplo). Por certo, a biologia, a genética ou as nanociências não deixam de levantar questões vastas e difíceis: não somente para a fé, mas também para qualquer homem ou mulher que se preocupe – ou ao menos se interrogue – com as transformações que tais ciências e tecnologias lhe preparam, afetando até mesmo sua mais profunda identidade. No entanto, trata-se menos de contestar essas disciplinas enquanto tais do que se questionar sobre o alcance humano – portanto, ético e moral – de suas empreitadas: Aonde levam? Que tipo de humanidade elas nos preparam? Será que não correm o risco de provocar uma manipulação do ser humano absolutamente temível para o futuro do homem neste planeta?
Tais questões dizem respeito a todo mundo, não somente aos crentes. Elas requerem uma grande vigilância ética, e, a meu ver, nesse ponto, a tradição católica não está mal situada para ajudar nossas consciências a não se deixarem levar pelo cientificismo e a não aceitarem todo e qualquer pretenso “progresso” como um avanço certo da humanidade. Interrogar-se em vez de aplaudir ingenuamente é, afinal, uma atitude ética de grande alcance, desde que isso seja feito com conhecimento de causa, e não formulando ditames cegos em relação às realidades envolvidas.

IHU On-Line – Tendo em conta a contemporaneidade, em que se sobressai uma cultura do plural, da fragmentação, do relativismo, do niilismo? Numa sociedade que se pauta em princípios como os da autonomia, da democracia, da pluralidade, qual o lugar e a tarefa da fé cristã?

Paul Valadier – São antes os costumes e suas evoluções que me parecem causar mais problemas à Igreja Católica e, aliás, aos crentes em geral. Uma sociedade pluralista traz em si os riscos de fragmentação, de dispersão; ela induz quase fatalmente ao relativismo, em que cada um é remetido a si mesmo, isto é, conta com sua solidão, para decidir sobre suas escolhas de vida. Essa “centragem” em si mesmo decorre também da suspeita que têm nossas sociedades em relação às instituições religiosas, consideradas sem crédito ou objeto de desconfiança. Pensando estarem emancipando-se dessas autoridades, muitos de nossos contemporâneos acabam, na verdade, sem bússola ou então seguem aquela do partidarismo, do gregarismo, do conformismo em relação às modas, às correntes de pensamento, às injunções de diversos grupos de pressão. Simplesmente, são também manipulados pela publicidade e pelo apetite de consumo (que, aliás, os arruínam, incentivando-os a se endividarem indiscriminadamente, como vimos na recente crise financeira mundial). O individualismo largamente compartilhado nas sociedades ditas desenvolvidas leva a pôr os interesses próprios em primeiro plano, de modo que as perspectivas do bem público ou dos interesses coletivos enfraquecem, ou até mesmo perdem qualquer pertinência.
Ora, tal atitude é diretamente oposta às perspectivas evangélicas que solicitam que o indivíduo “se perca” para “se encontrar”, para não dizer que entram em contradição com as perspectivas mais tradicionais da regra de ouro (não fazer a outrem aquilo que tu não gostarias que te fizessem, ou na versão positiva do Evangelho).

Tentações niilistas

Assim, a Igreja não deve renunciar a propor sua mensagem altruísta; ela deve supor que, com o passar do tempo, o individualismo se torna sufocante, os seres humanos não conseguem mais bem viver fechados em si mesmos. Ela deve, pois, proclamar essa mensagem tanto no nível da sexualidade e das relações entre homens e mulheres (nenhum amor é possível sem sacrifício de si mesmo e sem abertura ao Outro) como no nível da solidariedade internacional (nenhuma nação pode “salvar-se” sozinha, esquecendo as solidariedades mundiais) e do respeito ao nosso meio ambiente e à natureza em geral.
Por certo, a Igreja precisa fazê-lo com credibilidade. Não amenizando as exigências de uma vida verdadeira e feliz, mas adotando um discurso de encorajamento, de esperança, de élan vital, como faz Jesus com notável constância. Não condenando ou designando o mal para melhor confundi-lo, mas convidando o indivíduo a erguer-se, a tomar as rédeas, a ir em frente, a enfrentar os fracassos e a morte, partindo do pressuposto de que o grão que morre (aparentemente) dá fruto em longo prazo. Se obviamente não é fácil vencer as tentações niilistas, pelo menos não devemos encorajá-las, arrasando nossos contemporâneos com palavras pessimistas, condenações inflexíveis, tampouco referindo-nos insensatamente às nossas sociedades como “culturas de morte”. Se esse diagnóstico catastrófico fosse verdadeiro, o niilismo, que, na realidade, inspira secretamente a expressão “cultura de morte”, teria triunfado. E a esperança evangélica da mecha ainda acesa estaria extinta.

Utopias mortíferas

Inversamente a essas tendências mórbidas, a fé cristã pode desempenhar um papel essencial numa cultura pluralista, se ela não tiver a pretensão de propor uma Verdade sobrepujante, e sim uma mensagem de automobilização positiva, fecunda, chamando cada indivíduo a ser criador e afirmador (numa linha, paradoxalmente, bastante próxima deNietzsche, que bem diagnosticou os riscos de arrasamento das sociedades pluralistas e complexas). Se o ser humano é à imagem e à semelhança de um Deus criador, como não ser criador ele mesmo, se mobilizar suas aptidões e obrigar-se a colaborar com o maior número com vistas a um mundo mais justo e pacífico? Sem crer que o futuro reserva dias melhores, tampouco crer naquelas utopias mortíferas que muito marcaram o século XX, mas empenhando-se aqui e agora a fazer com que a violência recue, mesmo sabendo que ela sempre ressurgirá sob novas formas!

IHU On-Line – Como percebe o Mistério da Igreja hoje, a partir de uma leitura de Inácio de Loyola? Que contribuições ele tem a dar ao mundo de hoje?

Paul Valadier – É justamente por isso que a espiritualidade inaciana encontra sua plena atualidade. Contra o humor moroso de um jansenismo latente e do rigorismo moral – estes tão funestos para a difusão da fé cristã, mas sempre presentes em diversas posições teológicas ou filosóficas, inclusive no ensinamento moral do Magistério romano – essa espiritualidade convida o homem a abrir-se para o desejo de Deus, para si e para o mundo, mobilizando sua afetividade, suas capacidades intelectuais e sua vontade para descobrir o que deve ser feito aqui e agora. Ela defronta cada indivíduo com sua vocação própria e única, mergulhando-o, portanto, na atualidade histórica em que a graça de Deus o chama a ser, em vez de cair no vazio (naquele do pecado), a viver, ou de perecer, conforme a antiga sabedoria bíblica. Aquele que experimentou os Exercícios Espirituais de Santo Inácio descobriu a força e a pertinência de uma espiritualidade que não arrasa nem condena, mas convida a dizer sim à graça de Deus, que chama cada indivíduo, concretamente, a responder da sua maneira singular e única (carisma de cada cristão no Corpo de Cristo, segundo a grande visão de São Paulo).
É, sem dúvida, desse modo que se pode melhor vislumbrar o Mistério da Igreja. Não se trata, aqui, de opor uma Igreja histórica e humana, portanto, pecadora, a uma Igreja santa, invisível e oculta, misteriosa. O ser humano que é chamado à sua divinização, para falarmos como os Padres Gregos, é o homem em suas tentativas e erros, ou mesmo em suas fraquezas, que é solicitado pela graça divina e que responde a ela quando obedece ao seu desejo de viver e de viver bem (de maneira santa), desejo este que está profundamente arraigado nele, pois vem de Deus mesmo. O Mistério da Igreja está justamente no fato de que os pobres homens que somos nós sejam chamados desde já a “serem santos como Deus é santo”. A Igreja é a reunião misteriosa de todos aqueles e de todas aquelas que se deixam animar pelo Espírito de Cristo, que os busca lá onde eles estão, logo, em sua humanidade pecadora, hesitante, medrosa, fechada em si mesma, mas chamada à santidade!

Estruturas eclesiásticas esclerosadas

Todavia, deveria ser óbvio que, mesmo sem ter de conformar-se com o mundo atual, a Igreja não pode anunciar a mensagem da qual é portadora se ela mesma não se deixar marcar pelo Evangelho. Como na época de Inácio, mas de formas diferentes, a Igreja precisa reformar-se, converter-se, abrir-se para o Espírito. Isso é, na verdade, uma banalidade. Mas suas consequências são significativas. Inácio inventou meios para uma transformação da Igreja, fazendo um apelo à missão apostólica de um papado considerado irreformável por outros (Lutero). Nossa situação não é mais a mesma, mas, como Inácio, convém certamente chamar a Igreja a cumprir a sua própria missão. Esta foi muito significativamente esclarecida e atualizada pelo Concílio Vaticano II.
Como anda a abertura às grandes decisões desse Concílio? Os questionamentos sobre mentalidades e estruturas eclesiásticas esclerosadas continua? Não se está presenciando antes uma preocupante restauração, incentivada pelas mais altas autoridades da Igreja? Restauração imposta que, como vemos nos Estados Unidos, ameaça religiosas devotadas que dedicaram uma vida inteira aos outros e são amplamente reconhecidas pela opinião pública. Restauração sorrateira, quando a hierarquia romana incentiva as forças mais tradicionais e fechadas entre os fiéis ou no seio da sociedade.
Ora, a Igreja Católica só terá credibilidade se admitir em seu seio um justo pluralismo, segundo sua longa tradição, que sempre aceitou a vasta pluralidade das liturgias (não só no Oriente, mas também no Ocidente antes do Concílio), assim como admitiu espiritualidades diversas e ordens religiosas de estilos de vida tão diferentes! Aceitar tal pluralismo pressuporia, da parte da hierarquia, uma escuta deliberada do povo de Deus, movido pelo Espírito, abandonando a arrogância, muito romana, daqueles que creem estar acima, quando, em princípio, são servidores. Uma revolução copernicana como essa é improvável de imediato. No entanto, é uma condição de sobrevivência do catolicismo num mundo pluralista que suporta cada vez menos o autoritarismo de uma minoria apartada das raízes vivas da vida cristã e, por esta razão, cada vez menos “reconhecida” pelos fiéis, sem falar das outras. Para tanto, precisamos de outro Inácio, se quisermos evitar o surgimento de outro Lutero.
Por Márcia Junges e Luís Carlos Dalla Rosa

1. Não se lêem os textos do Evangelho como tratados de qualquer ciência ou técnica. Como textos simbólicos que são, foram escritos para dizer outra coisa. Quando, hoje na Missa, S. Mateus põe na boca de Jesus as vantagens de construir sobre a rocha e os inconvenientes de edificar sobre a areia, ninguém espera, dali, um manual de construção civil. Mas que poderá e deverá esperar? Qual é a construção sobre a rocha a que Jesus se refere?
De uma forma imediata e usando a resposta mais convencional e disponível, poderíamos dizer que é a construção da nossa vida sobre a Palavra de Deus, supostamente contida na Bíblia. Aliás, a primeira leitura pertence a um sermão de Moisés, o grande profeta: “As palavras que vos digo gravai-as no vosso coração e na vossa alma, atai-as à mão como um sinal e sejam como um frontal entre os vossos olhos… Procurai pôr em prática os preceitos e normas que, hoje, vos proponho” (Dt 11, 18.26-28.32). São palavras que se tornam corpo na vida e fazem caminhar na justiça.
Para além do que a biologia ou as neurociências investigam acerca da condição humana – e sobre isso não se deve pedir nada à Bíblia ou à teologia – a metáfora “Palavra de Deus” significa que nós somos, de forma misteriosa, a preocupação de Deus e que o ser humano, animal de palavras, pode escutar aquelas que o interrogam sobre o sentido radical da vida: de onde vimos, para onde vamos e que andamos aqui a fazer. Sob o ponto de vista bíblico, o ser humano só desenvolve a sua humanidade na relação com a transcendência, na re-ligação com Deus, com os outros e, de forma harmoniosa, com a natureza, numa religião cosmoteândrica, na linha de Raimon Panikkar (1).

Os Populares da Semana

Tags

-ongs for Shabbat S - שירים לקראת שבת [TRU:]TV #SpanishRevolution 109fm.co.il 14N 20 MANDAMENTOS MORTAIS CONTIDOS NO ALCORÃO A DOENÇA E O SOFRIMENTO A forma do cristianismo plural em mudança A mulher de Jesus A mulher de Jesus e o Próprio Jesus A NOSSA MARIA É ESPECIAL; O RACIALISMO DO SACRO FALO A perda de fiéis pela Igreja Católica A PURIFICAÇÃO DO TEMPLO PESSOAL A SARÇA ARDENTE Abel Aborto Aborto por anencefalia Abraão Absoluta Depravação Absurdos Adam ha Rishon Adam Kadmon Agência Ecclesia Agora É Tarde HD Al Jazeera English HD Live Stream Alcorão ALDEIAS Alma Alma Gêmea Amar Amen Amor Amy Denney Zuniga Ananias e Safira Anarquistas Animais Anselmo Borges ANTENA 3 TV ANTI ZIONISMO Antropologia Anussim AO VIVO Aparições Aparições marianas Apocalipse Apócrifos Apologética APOLOGÉTICA JUDAICA VERSUS AMIGOS DE YESHU Apostasia Arca da Aliança Ariana Grande - Break Free ft. Zedd Ariel Alvarez Valdés Ariel Álvarez Valdés Armindo dos santos Vaz ARREBATAMENTO arte castrense AS 7 PROFECIAS MAIAS AS RELIGIÕES NÃO SÃO TODAS IGUAIS ASSEXUALIDADE MÍSTICA Astrologia da boa Astronomia Ateísmo Ateus ATO DE FÉ. ATO DE CARIDADE Avé Maria AVISO DO BLOGUE Banjhākri Baptismo BAPTISTAS Barrigas de Aluguer BECAUSE I LOVE YOU Belém belicismo Beni Bashan e Bum Pam - Achla Chamuda em Português Bereshit 1 BÍBLIA BÍBLIAS HEMEROTECA BishopTony Palmer BLOGUE 101 bloguedominho BLOQUEADA VS BLOCLEADA bluegrass blues Bom dia Vida Bom dia gente linda que adoro BRANCOS BRUXARIA BUENAFUENTE DIA DAS MÃES O MAL Cabala Caim Calacús Calvinismo Calvino Calvino 2009 Câmara Nupcial CAMINHOS Canon - Work Capitalismo - A Religião do Futuro CARDEAL MARIA MARTINI Carnaval Carne sufocada Carta aberta ao Pe. Fábio de Melo: diga não ao PL122 Cartas del diablo a su sobrino Casamento Casamento Ortodoxo Catequese Católicos Ultra Integristas CAV Reformed Theology: UMA PESSOA QUE NASCEU SURDA MUDA PENSA EM QUE IDIOMA? CBN News CBN NewsWatch cecotrofia Celibato Céu Chabad Charlotte Valandrey Chat Che Guevara Chessed Christ Is Risen - Matt Maher | David Bowden - Death: His Sting and Defeat CIÊNCIA BÍBLICA CINA Clipe - Luz do Mundo - Cris Durán coca-cola.fm coelho COKE COLOMBIA FM Colossenses 1 COM TODA A CERTEZA O APÓSTOLO SHAUL PAULO ERA NEGRO CONCILIUM E COMMUNIO Confissão auricular - a isto chama-se solidariedade Congregação Inclusiva MAZAL Consultório Sexual Cortejo Etnografico Ponte da Barca - Sao Bartolomeu 2012 Credibilidade Crentes Crentes que acreditam na soberania do diabo Criação Cristãos Ortodoxos Cristianismo CRÍTICA SAUDÁVEL CRONOLOGIA PESSOAL CULTURA Cura e Libertação Cursos on line gratuitos D-us Ele-Ela D'us como extraterrestre D'US PAIMÃE DANCE David David Carreira - Don't Stop the Party/ Esta Noite Debate João Alves Correia X Marcos Andrade Abrão DEBATES TEOLÓGICOS DE CONFRONTO Del 40 al 1. Escatologia Demissão do Papa demiurgo Demónios no Judaísmo Desafio: Leitura do Novo Testamento em 3 Meses DESPEDIDA E ESCATOLOGIA DESPORTO Deus DEUS E O FUTEBOL Deuses Dia da Criação DIABO Diálogo Interreligioso Dicionário do Tanach Dignidade DIMINUIR O PASSO E MUDAR O CURSO... Direito Direito Bíblico Direito Penal Direitos humanos Divórcio Docência Donald Trump Dormição Dr. Norman Vincent Peale É importante resgatar a doutrina do pecado original sem tomar parte da visão moralista e chantagista do Evangelho. Ebionitas Ecologia Economia Ecumenismo Educação Eleição Eliel Santos Enciclopédia Judaica ENCURTAMENTO DE NOMES SAGRADOS Escatologia Escatologia católica Escatologia do Judaísmo da Unidade Escatologia judaica Escatologia liberal Escatologia preterista ESCATOLOGIA SENSACIONALISTA Escatologias Do Fim - Papa Bento XVI Escatologias Do Fim - Papa Bento XVI e o Pedro Romano Escolas e Perdão e Reconciliação (ESPERE) chegam ao mundo árabe e a Portugal Escórias Escritura Hebraica Restaurada ESKUP Espiritualidade Jesuânica Espiritualidades Esquerda Essénios Esta noite eu tive um sonho lindo Estórias do Tanach Estórias dos Evangelhos Estrela de David Eternamente sua Ética Ética e Ecologia e Verdade estão relacionadas Ética Luterana Etty Hillesum EVANESCENCE LIVE Evangelho da Graça Evangelho do Reino Evangelista Anita Fuentes Evolução Existe inferno no judaismo? Existe inferno nas outras tradições? Êxodo Extraterreste Facebook FADO FALO Fariseus Fátima Feitiços Feliz 5774 festas e férias Ficar é pecado ??? Filosofia FIO DENTAL Francisco de Assis Frederico Lourenço Frei Bento Domingues FREI BENTO DOMINGUES E A ESQUERDA Frei Betto FREI FRANCOLINO GONÇALVES Freiras From Roman Catholic To Geirim in Orthodox Judaism Fumo FUNDO DE TELA JUDAICO FUTEBOL G-D ON THE ROAD GA’BRA - A POLÉMICA Gabriel de Oliveira Porto Gálatas 3 Gan Eden GAN EDHEN Gehenna Gehinnom GENEALOGIAS Génese Génese 1 Ger Tsedek Geula GLBT GOD TV Gog Gog Umagog Gospel Music Greve GRUPO DEBATES TEOLÓGICOS - LIDERANÇA Grupos Guilgul de David Guilgul Neshamot Hades Intermediário HANS KÜNG Hanukkah HARD NEWS HaShem Hemeroteca Hemeroteca 4 HISTÓRIA DA FAMÍLIA História de Israel Histórias do Tanach Histórias dos Evangelhos Holocausto HORA Hour of Power Humanistas Humor Evangelical Sinistro i24 News IBREVIARY IDF Idolatria Iglesia pachakamista IGREJA Igreja Anglicana IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS Igreja Episcopal Igreja Ortodoxa Igreja pachakamista Ihu Krait Imagens Immanuel Kant IMPOSTOS Inclusivo INDEPENDÊNCIA Inferno Inquisição Católica Inquisição Protestante Inquisições Intercessão INTRO Isaac Isah Isaías 52 ISAÍAS 53 ISAÍAS 53 PAULO - DEBATE Isaque Isidorus Hispalensis e a Mulher fraca Islam Islão Israel Israeli newspapers Jazz Je suis Charlie Jeconias Jejum Jeová JESUS Jesus Cristo existiu ou é um mito? Jesus e o Rabino JESUS FOI UM PROFETA APOCALÍPTICO? Jesus Seminar Jetro Jew Lo from the Block JMJ2013 JNN João 1:1 Jogos Olímpicos Jonathan Cahn José Judaísmo Judaísmo de Unidade JUDAÍSMO INTERATIVO Judaísmo Messiãnico Judaísmo Nazareno Judaísmo versus Cristianismo Judeus de judeus portugueses: Judeu nazareno netzarim sincretista: SOU JUDEU NATUREI KARTA Judeus nazarenos de hoje JUDEUS ORTODOXOS SACRIFICAM GALINHAS PARA SE PURIFICAREM JUDEUS PENSAM JESUS JUDEUS PENSAM YESHU Justin Bieber - All Around The World Juventude Judaica Messiânica KAKÁ Kalumbonjambonja (the PDF Edition) - Os Bailundos Obra Completa Kipá Kosher Kosher Yaohúshua Kosher Yeshua Kosher Yeshua - The Real Story of Jesus Jewishness Las Herejias de la secta del Vaticano II Lebre Lei Leis de Niddah Leis Noahides Leitura «fundamentalista» ou sem preparação da Bíblia Leitura «fundamentalista» ou sem preparação da Bíblia pode ser perigosa Leitura fundamentalista ou sem preparação da Bíblia Lendas Judaicas Lenovo Leonardo Boff LGBTI Lilith Liturgia Live Live Radio live.life.church Livre Agência Livre Arbítrio Livro de Enoque LOS 40 PRINCIPALES - FIESTA SHOW Los del Gas - Feisbuk LUA DE SANGUE Lutas de classes Luteranismo Lutero Lutero 2017 LUTERO SOBRE O MAL LUTO Mãe/Nai Nossa Magellan Magia Verbal Mahalongoor MAL Manifs Marcos Andrade Abrão Maria Clara Bingemer Maria. Ariel Álvarez Valdés Mariachis Marranos Marriage Equality and the Political Ploy of Liberation Mártires Massiach MATANÇA DOS INOCENTES Matrimónio Max Blumenthal MAZAL MAZAL - A VIDA EM FAMÍLIA MAZAL - A VIDA EM FAMÍLIA (PARTE 1) MAZAL JEWISH MUSIC AND OTHER PEARLS Medieval mehology Mentira de Jesus Mentira Militar e Estratégica de Jesus Messianic Nazarene Yisrael MESSIANISMO Messias Messinic Judaism Micha'el Ben David - Música Messiânica Milagre do sol Milagres Milenaristas Mileranistas Missa Mística mmk Modéstia Moisés More Ventura MORMONISMO MORTE Morte de Yeshua Moshe Mosteiro MOVIES Mulher Mulheres MURAL Música Música judaica Música Messiânica MÚSICA TEEN E MINISTRAÇÃO DE AMOR Natal Nazaré Nazoreano NAZOREU - A POLÉMICA NDE NEGROS Nehemia Gordon Nem Segunda Vinda e nem Juízo final News Noah Chomsky Nome de Deus Nome e Palavras Nomes de Família O AMOR - A VISÃO DOS MEDIEVAIS O AMOR - NA VISÃO DOS MEDIEVAIS O BLOGUE DA MAGA MAGALY O DIREITO ABSOLUTO É O DIREITO A TER DIREITOS O estranho caso de Charlotte Valandrey O Judaísmo Nazareno crê que não existem duas noivas do Messias O MÊS DE AVIV O Messias é a reencarnação do rei David O Método da Evangelização Puritana O Meu Google + O Meu Grupo O MEU MURAL O Nome O Nosso Grupo o ócio O PADRE DA LIXA O que é ser uma pessoa inteligente? ou não ser? O RACIALISMO DO FALO E A TENTATIVA DE AUTO DETERMINAÇÃO DO POVO ELEITO O RACIALISMO DO FALO E O PRECONCEITO O trabalho O Último Segredo Obama Opinião Oração Origem do Mal Origens ORTHODOX JEWISH BIBLE Ortodoxos Ortopraxia Os auto-intitulados judeus nazarenos de hoje Os dilemas do presépio de Bento XVI. os filhos e a nora de Deus OUTRAS CONTRADIÇÕES BÍBLICAS Pacifismo Cristão Padre da Lixa Padre Mário da Lixa PADRE MÁRIO DA LIXA - POEMA Pai Nosso Palavra Panenteísmp PANICO NA BAND PÂNICO NA BAND Papa PAPA DEMITE-SE - PROFECIA Papa Francisco Papa Francisco I PAPA PIO XII E O HOLOCAUSTO Parashá Acharei Môt (Depois da Morte) - Rab. Mess. Marcelo M. Guimarães Parashat Chayiei Sarah Páscoa Passover Pastor Keneth Copeland Patriarca José Patrística PAULO Paulo Freire Paz e humor PCUSA PDF Peca com mais força Pecado contra o Espirito Santo Pecado Original PECADO ORIGINAL NO CRISTIANISMO PECADO ORIGINAL NO JUDAÍSMO PECADO ORIGINAL PRESENTE NO JUDAÍSMO PEDRO ABRUNHOSA Pedro Abrunhosa - Se Eu Fosse Um Dia O teu Olhar - Ao Vivo Pedro Sukeyiro Pentecostalismo Perdóname - Pablo Alboran Perturbações disruptivas do comportamento Peshitta Pessach (Páscoa Judaica) Pessoa PIO IX E OS JUDEUS Pneumatologia Poesia Política POP ISRAEL RADIO Prazer Predestinação Predestinação e Reencarnação judaica Predeterminação Preparando otro genocidio Lo típico y lo verosímil: el atentado contra Companys Presentes em PDF Princípio PRo - Get Up Procurar Deus nos buracos da ciência? Profecia Profecias não cumpridas Professor Programa Israelita Prostituição Protestanse Kerk Pseudoepígrafos Purgatório Qabbālâ Quaresma Queda Queer transgender Pastor Queiruga Rabbi David Kimchi Rabbi Moshe Yoseph Koniuchowsky Rabbi Yosef Mizrachi Rabinato Rabino Gutman Locks Rabino Gutman Locks respondeu Rabino Marcos Andrade Abrão Racismo RADIO BATISTA Rádio Israelita Rádio Sara Brasil FM RAUAH ANDRÓGINA Rav Millers Ten Commandments of Marriage Razão Real Madrid News REDE SUPER TV REDES SOCIAIS Reencarnação Reencarnação Paulinista Reencarnação/Palingenesia Reformation Regina Navarro Lins Rei David Religião Religiões Religiosidad tawantinsuyana Religiosidade tawantinsuyana Renée de la Torre Castellanos Ressurreição Ressurreição do Massiach Revda. Amy Eenney Zuniga Revda. Amy Zuniga Reverend Robert Schuller REVOLUTION NYC Ricardo Araujo Pereira e a Questao de Deus Ricardo Araujo Pereira e a Questão de Deus RIT TV Ronaldo Gomes Rosh Hashaná ROSH HASHANAH - ANO NOVO CABALÍSTICO - 16 de setembro de 2012 ROSH HASHANAH MANHÃ [2O10] Rosh Marcos Andrade Abrão RR RTP Ruminar SALVAÇÃO Samael Sangue SANTIDADE Santo Ofício Santo Sepulcro Santos Santos Escórias Inquisições Santo Ofício Imagens Inqui. Protestante Purgatório Alma Tzadic Deus Idolatria Intercessão Inqui. Católica Hades Intermediário A. Borges Catolicidade na Teologia São Paísio SÃO PAULO SAUDAÇÃO Seder SEMITAS SEPTUAGINTA Servo arbítrio Sexualidade Sexualidade imatura Shabbat SHOAH SIC SIC NOTÍCIAS LIVE SIGINIFICADO DO MEU NOME Signos astrológicos no calendário e sinagoga judaicas SINAGOGA Sinto nojo de machistas SIRACUSA MEU AMOR Site Pessoal Sky News Live Soccer Solidariedade Somos todos UM vindo de uma ùnica LUZ Sou Evangélico. Qual o Problema em Pular Carnaval? SOU PASTOR ADÚLTERO Stats STATS E LINKS DE QUASE TODOS OS MEUS BLOGUES | A MINHA HEMEROTECA VIDEO Suicídio Super Tuesday Susan Vaickauski Tabaco Tabletão TALMUD TANYA TANYA-CABBALAH TEEN TEMPO TEOLOGIA Teologia com Humor Teologia da Libertação Teologia Incllusiva Teologia Inclusiva TEOLOGIA MISÓGINA Teólogo e biblista Joaquim Carreira das Neves TEORIA DO PECADO ORIGINAL NO JUDAÍSMO Terceiro Dia TERTÚLIA JUDAICA TESES TESHUVA Testemunhas de Jeová The best solution for the Tal Law problem Tisha B'Av TODOS OS MEUS BLOGUES Todos os meus tumblrs e blogues pessoais Tolentino Mendonça TOMORROWLAND TORAHS Touradas Tradução Correta do NT Tradutor Pertués para o Mirandés TRANSMIGRAÇÃO DAS ALMAS Trindade Trinitários Tristeza Tumblr Tumblr pessoal TV TV EFRAIMITA TV EFRAIMITA - ACHOT ELIANE E PRESBÍTERO SÉRGIO TWWW.TV Tzadic Ufologia UM DIA COM AS MULHERES E OS BOMBEIROS EM MAZAL uma palavra cara às Igrejas e ao Jornalismo Unicidade de D'us Unicismo Unicistas UTC Vejam Só! VERDADEIRA FIDES VIAGENS VIDA ETERNA Vida Religiosa VIOLÊNCIAS Viva o Portugal vermelho VOCAÇÃO DO PROFETA ISAÍAS ANDAR NU E OS PÉS DOS SERAFINS ISAÍAS 6 Walid Shoebat What's that crazy Jew been up to? Why Jews Don't Believe in Jesus Yahweh Yaohuh YEHUDIT NOTZERIT Yeshu Yeshu nasceu em Náẓərat e não em Bethlehem. YESHUA Yitzhak Yom Suf Yoshke Yossef Pai de Miriam ZEUS E DEUS Zohar גהנום/גהנם
Countdown timer to TEOTWAWKI: (The End Of The World As We Know It) according to some interpretations of Mayan prophecy1

The Official Countdown

However, please recall that every past prophecy of this type has failed! We are quite confident that this 100% failure rate will continue into 2013.
horizontal rule
http://www.religioustolerance.org/
UMA HORA A MENOS EM PORTUGAL DUAS HORAS A MENOS NOS AÇORES
free counters
Free counters UMA HORA A MENOS EM PORTUGAL DUAS HORAS A MENOS NOS AÇORES